Débora maia

Cheguei ao API, 21 dias após a morte do meu filho, certa que a vida havia se transformado em um buraco negro que consumiria toda a energia que já nem existia.Nos encontros do API descobri que não estava só. Que meu sofrimento era compartilhado por outras pessoas e que juntos era possível prosseguir na jornada da vida. Aprendi que acalentar a alma do outro é um excelente cicatrizante para as feridas da nossa alma. Citando Guimarães Rosa, a morte desarruma tudo. Entretanto, frequentar o API foi fundamental para que eu pudesse arrumar minha vida, uma nova vida onde a morte está presente, mas meu filho não está ausente.

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